Financiamento de caminhão: entenda como funciona e como fazer! - Blog Cavese Scania - Tudo sobre o seu caminhão
Financiamento de caminhão: entenda como funciona e como fazer!

Os caminhões são bens primordiais para a boa logística de produtos e serviços no mercado. Como são investimentos destinados ao trabalho e têm alto valor agregado, é preciso avaliar detalhadamente os custos de aquisição e manutenção.

Você deseja adquirir seu veículo e se preocupa com o orçamento? O financiamento de caminhão pode ser uma alternativa viável.

Segundo dados da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o primeiro trimestre de 2018 teve o maior montante de financiamento liberado nos últimos cinco anos, na marca de 28,6 bilhões de reais.

Confira neste post dicas e opções para adquirir o bem que atenderá às suas reais necessidades.

Como funciona um financiamento de caminhão?

O financiamento é quando você pede dinheiro a um credor, que promete pagar mediante uma taxa de remuneração.

Ou seja, financiar é pegar emprestado com a promessa de devolver o dinheiro, com uma taxa adicional.

Por exemplo: uma pessoa deseja adquirir um veículo. No entanto, não dispõe de recursos financeiros para quitar toda a compra à vista. No momento da aquisição, procurará uma instituição que financie o restante do valor do bem. A instituição emprestará o dinheiro e o comprador pagará as parcelas combinadas no contrato.

Quem pode obter?

Para prover recursos às atividades de negócio, comprar um bem ou investir, é necessário que o comprador — pessoa física ou jurídica — esteja com o nome limpo no SPC ou Serasa.

Como planejar com antecedência?

O primeiro passo na obtenção de um financiamento de caminhão é analisar os aspectos econômicos: o valor que será financiado, o prazo de pagamento das parcelas e os custos relacionados à linha de financiamento.

Outra ação importante é avaliar as reais necessidades do profissional ou empresa.

Se os caminhões apresentam problemas mecânicos recorrentes ou não atendem às necessidades dos clientes — por causa do tamanho ou tipo de carroceria, por exemplo — pode haver real necessidade da troca.

Analise a reputação da instituição em que busca o financiamento. Confira também qual o preço da manutenção dos veículos que considera adquirir, bem como os valores de seguro e possíveis benefícios oferecidos — descontos, isenção de IPVA, dentre outros.

Procure tomar uma decisão racional e condizente com suas demandas. Gastos desnecessários podem ocasionar um maior volume de despesas a pagar, o que culminaria em inadimplência, problemas de crédito e judiciais.

Quais são as modalidades de financiamento?

Existem diversas alternativas no mercado para financiar seu veículo, sendo elas:

Crédito Direto ao Consumidor (CDC)

O crédito direto ao consumidor é uma modalidade de financiamento oferecida pelas instituições financeiras. Torna-se, portanto, uma opção viável para pessoas físicas ou jurídicas interessadas na aquisição de veículos.

É necessário avaliar e comparar as taxas de juros. Por serem oferecidas em diversos bancos, as remunerações podem variar.

Caso o interessado tenha condições financeiras de antecipar o pagamento das parcelas, os juros futuros (restantes) são excluídos e o valor do contrato poderá ser reduzido.

Nessa modalidade, é comum o banco exigir o próprio bem como garantia de pagamento. Durante o processo de financiamento, o veículo terá um cadastro nos registros do DETRAN, que se chama GRAVAME.

Com o GRAVAME, o proprietário está impedido de realizar qualquer transferência do bem. Dessa forma, não poderá comercializar o caminhão de maneira regular.

BNDES: FINAME Caminhão

É um financiamento que é realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nessa modalidade, o veículo se enquadra em uma linha de financiamento chamada BK Aquisição e Comercialização. Ela se destina à comercialização de máquinas, equipamentos, sistemas industriais, bens de informática e automação, ônibus, caminhões e aeronaves executivas.

No caso de micro, pequenas e médias empresas, o BNDES pode financiar até 100% do valor do bem. Nas grandes empresas, essa participação chega a 80%.

Existem dois tipos de operação financeira: direta e indireta. Na operação direta, a solicitação de financiamento é feita diretamente ao BNDES. Nas operações indiretas, a análise é intermediada por uma instituição financeira credenciada.

Para as micro, pequenas e médias empresas a estrutura de juros na operação indireta será a seguinte:

  • custo financeiro: TFB (Taxa Fixa do BNDES), TLP (Taxa de Longo Prazo) ou Taxa Selic;
  • taxa cobrada pelo BNDES: 1,5% anuais;
  • taxa cobrada pelo banco: negociada entre a instituição e o cliente.

Para grandes empresas, serão compostas por:

  • custo financeiro: TLP ou Selic;
  • taxa cobrada pelo BNDES: 2,33% anuais;
  • taxa cobrada pelo banco: negociada entre a instituição e o cliente.

Os prazos de pagamento são de dez anos, com carência que pode chegar a dois anos.

Bancos das montadoras

Segundo dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), as instituições projetam para 2018 um crescimento de 15% no volume de financiamentos. Em um momento econômico de juros em baixa, as montadoras conseguem liberar linhas de crédito especiais para novos compradores.

Normalmente, as taxas de remuneração oferecidas pelos bancos das montadoras são menores em comparação a bancos de maior expressão. Isso pode acontecer porque os juros são subsidiados pelas próprias montadoras.

Além disso, elas buscam oferecer outros tipos de produto para complementar o seu portfólio. Exemplos são o leasing operacional, seguros para o veículo e seguros de carga.

É importante que o cliente avalie qual será o Custo Efetivo Total (CET) do seu financiamento. Esse valor percentual representa a soma dos custos cobrados na contratação do empréstimo. Não aceite taxas indevidas incluídas no contrato — taxa de registro, tarifa de registro, taxa de serviço de terceiros, por exemplo.

Fique atento às diferentes taxas praticadas pelos bancos. Procure pesquisar e avaliar as melhores opções, já que as taxas podem ser bastante significativas, ao ponto de fazer grande diferença no preço final do caminhão.

Quais são os documentos necessários?

Para financiar o seu caminhão, é recomendável procurar o DETRAN. No órgão será possível consultar multas, pontuação e dados de licenciamento nos casos de veículos usados.

De maneira geral, os documentos necessários para a avaliação do financiamento são:

  • documentos de identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF) regulares junto à Receita Federal;
  • Certidão de Regularidade do FGTS;
  • demonstrativos de pagamento de no mínimo seis meses;
  • comprovantes de residência que mostrem consumos — água, luz, telefone;
  • declaração do local onde trabalha;
  • proposta do financiamento preenchida corretamente;
  • DUT e/ou nota fiscal do veículo;
  • formulário do DETRAN do seu município que mostre a inexistência de débitos do caminhão (IPVA, multas e seguro obrigatório);
  • autorização do débito em conta corrente;
  • requerimento para débito em conta.

É fundamental que motoristas profissionais e administradores busquem avaliar detalhadamente as opções de financiamento de caminhão no mercado.

Tomar uma decisão condizente com os requisitos financeiros, demandas da empresa e dos clientes pode garantir modernização da frota e maior volume de entregas e fretamentos.

Esta leitura foi útil para você? Agora que entende melhor como financiar seu caminhão, entre em contato com a gente e avalie nossas opções de investimento!

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